A tendinite do punho é um problema mais comum do que muitos imaginam. Mas quando não tratada da forma correta, pode limitar movimentos simples como segurar objetos, digitar, cozinhar ou até mesmo descansar o braço sem dor.
Quem convive com esse quadro sabe como ele interfere no trabalho, na rotina e até no sono. Por isso, identificar os sinais cedo e buscar orientação adequada faz toda a diferença para evitar que a inflamação evolua para casos crônicos.
Neste guia, você vai entender como funciona o tratamento da tendinite do punho, quando recorrer a métodos conservadores, em que momento a avaliação de um ortopedista especialista em punho é essencial e em quais situações a cirurgia de punho se torna necessária.
A ideia é trazer um conteúdo completo, mas leve, para te ajudar a compreender suas opções e fazer escolhas mais seguras para sua recuperação.

Repouso e ajuste das atividades: o primeiro passo no tratamento da tendinite do punho
A tendinite do punho geralmente aparece após um período de esforço repetitivo, movimentos intensos ou uso prolongado do punho em posições inadequadas.
Por isso, o primeiro subtítulo precisa começar explicando que a tendinite do punho exige respeito ao corpo e aos sinais de alerta.
Assim que a dor surge, o repouso controlado costuma ser o passo mais importante para impedir que a inflamação progrida.
Muitas pessoas acreditam que o repouso significa imobilizar o braço totalmente, mas na prática, o que funciona melhor é suspender as atividades que pioram a dor, reduzir movimentos repetitivos e ajustar a intensidade dos esforços.
Isso permite que o tendão desinflame sem que o punho perca força ou mobilidade.
Nesse começo, é comum que o próprio ortopedista especialista em punho recomende algumas mudanças simples na rotina. Por exemplo:
- Reduzir o tempo de digitação e usar apoios ergonômicos.
- Fazer pausas regulares durante tarefas como lavar louça, costurar, tocar instrumentos ou treinar esportes de impacto.
- Evitar carregar objetos muito pesados com a mão inflamada.
- Ajustar posturas no trabalho, especialmente em profissões como design, engenharia, atendimento e outras que exigem uso constante do computador.
Essas adaptações aliviam a sobrecarga direta sobre o tendão e facilitam o próximo passo do tratamento.
Uma coisa importante: repousar não significa “esperar para ver se melhora sozinho”. A tendinite responde melhor quando repouso e tratamento ativo andam juntos desde o início.
Fisioterapia especializada: fortalecimento, mobilidade e técnicas que aceleram arecuperação
Depois que o repouso alivia a fase mais aguda da dor, a fisioterapia se torna o ponto central do tratamento da tendinite do punho.
Aqui, o objetivo não é apenas diminuir o incômodo, mas garantir que o tendão recupere sua função total para evitar recaídas.
Um fisioterapeuta experiente irá trabalhar três pilares importantes:
- Controle da inflamação e da dor: com técnicas como termoterapia (calor e frio), ultrassom terapêutico, laser, bandagens funcionais, massagem específica para tendões inflamados.
Essas abordagens ajudam a reduzir o processo inflamatório e trazem conforto imediato.
- Recuperação da mobilidade: quando há dor, o corpo automaticamente reduz os movimentos e isso causa rigidez. A fisioterapia entra corrigindo esse padrão. Com exercícios suaves, o punho volta a ganhar amplitude de movimento sem forçar o tendão.
- Fortalecimento do punho, antebraço e dedos: esse é o ponto mais importante para evitar que a tendinite volte. O fisioterapeuta aplica exercícios progressivos que fortalecem os músculos ao redor do tendão, melhoram a estabilidade e corrigem desequilíbrios que favorecem novas inflamações.
A participação ativa do paciente faz muita diferença. Seguir corretamente as orientações e realizar os exercícios em casa acelera muito o processo de recuperação.
Manter acompanhamento paralelo com um ortopedista especialista em punho ajuda a direcionar a reabilitação de forma ainda mais personalizada.
Medicamentos: alívio da dor e controle da inflamação da tendinite do punho
Os medicamentos têm um papel importante, mas sempre dentro de uma estratégia bem planejada. O ortopedista geralmente indica:
- Anti-inflamatórios por curto período, para momentos mais intensos de dor.
- Analgésicos para conforto nas atividades diárias.
- Relaxantes musculares, quando há tensão acentuada no antebraço.
Mas é fundamental não usar remédios por conta própria. Afinal, além de mascararem a dor, eles podem atrasar o diagnóstico correto e permitir que a tendinite do punho evolua para algo mais sério.
Outro ponto importante: o uso prolongado de anti-inflamatórios pode trazer efeitos colaterais. Por isso, a orientação médica é indispensável.
Órteses e imobilizadores: quando ajudam de verdade
As órteses são imobilizadores projetados para manter o punho em posição neutra, reduzindo o atrito que causa a inflamação.
Elas são aliadas importantes, especialmente nos primeiros dias da tendinite ou quando o paciente precisa trabalhar mesmo com algum incômodo.
Os modelos mais usados incluem:
- Tala de punho para tendinite moderada.
- Órtese funcional para apoio durante digitação.
- Imobilizador mais rígido para dor intensa ou lesões mais avançadas.
O ideal é que a escolha seja feita com orientação do ortopedista ou fisioterapeuta, já que cada caso demanda um nível diferente de estabilização. Órteses mal ajustadas podem atrapalhar mais do que ajudar.
Infiltrações: quando a dor persiste apesar do tratamento
As infiltrações são procedimentos minimamente invasivos em que o médico aplica medicamentos diretamente no local da inflamação. Elas costumam ser indicadas quando:
- A dor não melhora após semanas de tratamento conservador.
- A tendinite está causando limitação funcional importante.
- O paciente precisa recuperar o movimento rapidamente por motivos profissionais.
As infiltrações mais utilizadas incluem corticoide (para inflamação intensa) e ácido hialurônico (para casos mais específicos).
Quando realizadas por um ortopedista especialista em punho, elas são seguras, rápidas e oferecem alívio em poucos dias.
Quando a cirurgia de punho é indicada na tendinite
A boa notícia é que a maior parte dos casos de tendinite do punho melhora sem cirurgia. Porém, em situações específicas, ela pode ser a melhor solução. A cirurgia de punho costuma ser indicada quando:
- A inflamação se torna crônica e dura meses, mesmo com tratamento completo.
- Há espessamento importante do tendão, detectado por ultrassom.
- O tendão apresenta risco de ruptura.
- Os sintomas impedem atividades essenciais, como dirigir, trabalhar ou realizar cuidados pessoais.
Os procedimentos são geralmente realizados por técnicas minimamente invasivas, com recuperação rápida e retorno gradual às atividades.
Mas o mais importante é ter um diagnóstico preciso e conversar abertamente com o ortopedista sobre expectativas e resultados.
Quando buscar ajuda e como garantir um tratamento realmente eficaz para tendinitedo punho
Tratar a tendinite do punho exige uma combinação de cuidado imediato, reabilitação progressiva e acompanhamento profissional. Por isso, quanto mais cedo o tratamento começa, maiores são as chances de eliminar a dor e evitar que ela volte no futuro.
Na COFE Ortopedia, nós acreditamos que cada paciente tem uma trajetória única e merece um plano de tratamento pensado nos mínimos detalhes.
Por isso, avaliamos cada caso com atenção, utilizamos recursos modernos e combinamos técnicas conservadoras. Mas quando necessário, indicamos a cirurgia de punho com total segurança.Então, se você está enfrentando dor, limitação ou suspeita de tendinite, estamos prontos para ajudar! Agende sua consulta e vamos juntos construir o caminho para sua recuperação completa!





