Muita gente acha que o encurtamento dos membros é só uma perna “um pouco mais curta que a outra”. Mas a verdade é que essa diferença pode impactar muito mais do que parece.
Afinal de contas, o encurtamento dos membros pode afetar a postura, causar dores e até dificultar coisas simples do dia a dia, como caminhar ou ficar em pé por muito tempo.
E o mais importante: nem sempre é só uma característica do corpo, pois pode ser um problema ortopédico que precisa de atenção.
O encurtamento dos membros acontece quando um braço ou, mais frequentemente, uma perna é mais curta do que o outro lado.
Às vezes a diferença é pequena e passa despercebida. Em outros casos, ela interfere bastante no jeito de andar ou até na forma como o corpo se alinha.
Em crianças, essa diferença pode atrapalhar o desenvolvimento e causar dificuldades logo nos primeiros passos.
Já nos adultos, muitas vezes o corpo tenta se ajustar sozinho. Mas aí surgem dores no quadril, nas costas ou nos joelhos, porque tudo começa a trabalhar de forma desigual.
Existem várias razões para isso acontecer e nem sempre a pessoa nasce com a diferença. Algumas das causas mais comuns incluem, por exemplo:
• Desde o nascimento: algumas crianças já nascem com alterações no desenvolvimento dos ossos que causam essa diferença.
• Fraturas mal curadas: quando um osso quebra e cicatriza de um jeito que muda seu comprimento.
• Doenças que afetam os ossos: como infecções ou problemas no crescimento durante a infância.
• Cirurgias na infância ou adolescência: em alguns casos, o osso pode parar de crescer como deveria.
• Condições neurológicas: como paralisia cerebral, que pode afetar o alinhamento e o crescimento dos membros.
Nem sempre a diferença de comprimento causa dor, principalmente quando é pequena. Mas o corpo sente e reage. Por isso, é importante prestar atenção a alguns sinais:
• Quadril desalinhado ou sensação de “andar torto”;
• Mancar ou pisar de forma diferente com cada perna;
• Dores frequentes nas costas, quadril ou joelhos;
• Fadiga depois de andar ou ficar muito tempo em pé,
• Postura desequilibrada.
O ortopedista especialista em pé costuma começar avaliando a postura e a forma como o paciente caminha.
Depois, ele solicita exames de imagem se necessário, geralmente raio-X com medição milimétrica para saber exatamente a diferença entre os membros.
Além disso, em alguns casos, exames mais detalhados como tomografia ou ressonância também são úteis.
A ideia é entender se a diferença é realmente no osso (estrutural) ou se é uma compensação postural causada por outros fatores (funcional).
Tudo depende da gravidade da diferença e dos sintomas. Veja as principais opções:
Palmilhas e calçados adaptados
Se a diferença for pequena, de até 2 cm, normalmente o uso de palmilhas sob medida ou sapatos com solado ajustado já resolve bastante. Isso alinha o corpo e reduz a sobrecarga nas articulações.
Fisioterapia
A fisioterapia ajuda muito a reforçar os músculos, corrigir desequilíbrios e aliviar os desconfortos.
Além disso, também é indicada para quem está se preparando para uma cirurgia ou se recuperando de uma.
Cirurgias
Quando a diferença é maior, geralmente acima de 3 cm e traz dor ou dificuldade no dia a dia, a cirurgia pode ser necessária. As mais comuns são:
• Epifisiodese: geralmente feita em crianças, desacelera o crescimento do lado mais longo para “equilibrar” com o outro.
• Alongamento ósseo: uma técnica que faz o osso crescer aos poucos, usando dispositivos externos ou internos.
• Encurtamento do osso mais longo: usado em casos específicos e com bastante critério.
Pode parecer algo simples à primeira vista, mas o encurtamento dos membros exige uma avaliação bem cuidadosa.
Só um ortopedista especialista em pé consegue identificar direitinho se essa diferença está mesmo afetando sua postura, seu caminhar e principalmente sua qualidade de vida.
Se você já percebeu que algo está diferente no seu caminhar, sente dores recorrentes em apenas um dos lados do corpo, ou tem dúvidas sobre a simetria das pernas ou dos braços, vale a pena investigar com um especialista.
Na COFE Ortopedia Tatuapé, você encontra uma equipe preparada para olhar com atenção cada detalhe do seu caso.
O ortopedista especialista em pé avalia não só os sintomas, mas o impacto real do encurtamento dos membros no seu dia a dia, oferecendo um diagnóstico preciso e um plano de tratamento feito sob medida para você, tudo com foco na sua mobilidade, bem-estar e qualidade de vida.
Se você convive com dor, desconforto ou tem histórico de alterações no crescimento, agende sua consulta. O cuidado começa com o primeiro passo!
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